Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

isi life

vida saudável & receitas

isi life

vida saudável & receitas

Sab | 09.02.19

Como ir à Índia (e voltar)

Sara Isidoro

 

IMG_20190115_142331.jpg

 

Há algum tempo que queria conhecer a Índia, mas foi este ano, 2019, que consegui concretizar mais este sonho em forma de viagem. Foi muito diferente do que esperava: como não fomos para zonas muito turísticas, o choque cultural (e fisiológico) foi grande - principalmente porque, segundo o meu namoradinho, eu sou uma "princesinha" haha. No entanto ele, homem de barba rija, também andou uns dias meio adoentado.  Escrevi este post em forma de "mini-manual prático" para quem está a pensar viajar para este destino. Espero que vos seja útil.

 

Comprar voo

Custumo procurar voos em vários sites (momondo, swoodo, etc), caso queiram combinar vários voos, recomendo o kiwi.com . Eles oferecem uma garantia que cobre alterações de voos em caso de cancelamento ou atrasos em voos de companhias diferentes com escalas sucessivas (que foi o que nos aconteceu logo no trajeto de ida: tínhamos 2 escalas, o primeiro voo atrasou e sendo que o terceiro voo não era da mesma companhia, tivemos de recorrer à garantia Kiwi para não ficarmos “em terra”, porque devido ao atraso perdemos o voo marcado originalmente).

Caso vão e voltem do mesmo destino, vão vendo as ofertas do momento na Take off. Eles encontram sempre as melhores promoções. Os preços variam muito, mas a partir de 400 euros já encontram voos de ida e volta para as principais cidades.

Nota: o nosso voo pela Turquish Airlines foi alterado e tivemos de voar com a Indian Airlines - do not recommend! A descrição do meu namorado para aquele voo, foi perfeita: "parecia que já estávamos na Índia, só faltavam as galinhas a passear no corredor” ahaha. Isto agora até pode parecer engraçado, mas um voo desses de 8h30, entre outros dois, faz com que perca a piada.

 

Seguro de Viagem

Pelo sim, pelo não, fizemos um seguro com algumas coberturas básicas. Existem vários, por isso vejam o que vos parece melhor. O meu namorado é que tratou disso e fez o VIP da Fidelidade, mas penso que o Travel Nomads também tem uma cobertura muito completa - pesquisem um pouco e comparem. Os valores variam conforme a duração e os destinos - o nosso foi cerca de 80 euros por pessoa para 21 dias na Índia e Sri Lanka

 

Os Vistos

Existem 2 opções: e-visa ou pedido de visto na embaixada. Nós fomos pelo mais fácil e pedimos o visto online. Custou cerca de 50€ e demorou cerca de 2/3 dias a ser confirmado. 

Dica: em religião, colocar “católica”, pois se não colocarem nada, vão-vos recusar o visto (experiência de uma amiga).

IMG-20190113-WA0014.jpg

A Consulta do Viajante

Aconselho que marquem e vão mesmo. Eu não fui, porque já a tinha feito há uns anos quando fui ao Sri Lanka e levei todas as vacinas que existiam na lista (apesar de não serem obrigatórias). Como fomos para uma zona de alto risco de malária, decidi tomar a profilaxia (Mephaquin). Aliás… Comecei a tomar, porque não aguentei os efeitos secundários e tive de parar (náuseas, vómitos, até febre…) enquanto que o meu namorado tomou, sem qualquer sequelas… Sou muito princesinha. Falem com o médico e decidam a melhor alternativa - se tomar como prevenção ou levar apenas para usar em caso de necessidade, de acordo com as zonas que vão visitar.

Como sou a chamada “florzinha de estufa” levei comigo toda uma farmácia - desde anti-histamínicos, paracetamol, anti-inflamatório, antibiótico, etc. Infelizmente tive mesmo de tomar muitos deles, porque fiquei com uma febre terrível Índia durante 2 dias. Não sei do que foi, mas passou...

 

Cartão SIM

Chamem-me (quase) milenial, mas penso que adquirir um cartão SIM local na Índia é essencial - o que ficou provado logo ao apanhar o primeiro taxi (daqueles “oficiais” e  pré-pagos no aeroporto)  para o alojamento que tínhamos reservado. O senhor não fazia ideia onde era (mas ao entrarmos no taxi disse com toda a certeza que sabia) e não estava minimamente preocupado em procurar. Resultado: como ainda não tínhamos comprado um cartão SIM, tivemos de ligar o roaming e procurar o alojamento no (nosso) google maps - o que custou a mera quantia de 50 e poucos euros mais IVA. 

Aconselho a que comprem o cartão numa loja do aeroporto e que seja da Vodafone, pois penso que é a rede que tem melhor cobertura e preços. Como nós não seguimos este útil conselho, fomos mais uma vez (duplamente) enganados… Para além de nos pedirem 300rs pelo cartão em si (que eu já sabia ser gratuito, mas não me quis chatear) pagámos 299rs pelo plano de 28 dias com 1.5G de internet diários (acho que a Índia é o país com a net móvel mais barata do mundo), que o simpático senhor cuidadosamente “arrumou” no bolso, em vez de carregar o cartão. Assim, tivemos internet por um dia e nunca mais funcionou… Bem, para que não vos aconteça o mesmo, aqui fica o que devem fazer:

  • Numa loja Vodafone no aeroporto, entregar:
    • Cópia do visto
    • Cópia do passaporte
    • 2 fotos tipo passe
    • Morada no país (tem de ser no estado onde compram o cartão) e contacto para confirmação da mesma - demos do alojamento onde ficámos na primeira noite, mas dúvido que tenham confirmado ao telefone.

IMG-20190113-WA0013.jpg

 

A Comida

Eu gosto de comida picante e em casa até uso regularmente. Mas enganem-se vocês se acham que “o picante” da Índia tem alguma coisa a ver com o “nosso” picante. O sabor caraterístico da comida deles, advém das “masalas” que não são mais que misturas de (todas e mais algumas) especiarias. São estas maravilhas gastronômicas (que o são mesmo) que causam toda uma intermitência de prisão de ventre  com o efeito oposto (não vale a pena dar detalhes, pois não?) no corpinho de um pobre europeu. Ao terceiro dia desisti e comecei a pedir tudo "NO spice" - sim, na Índia há que falar Inglês-Indiano haha. Recomendo que bebam/comam iogurtes com probióticos, muita água e fibra. Não recomendo que comam "street food" por razões óbvias de higiene (quando chegarem lá, vão perceber ahah).

IMG_20190117_134133.jpg

IMG_20190113_144156.jpg

 

IMG_20190113_170931.jpg

 

Andar de Comboio

Andar de comboio na Índia, foi talvez a experiência mais "autêntica" que tivemos. À falta de melhores opções, viajámos em classe Segunda Classe "Sleeper", que basicamente são carruagens divididas em zonas com 6 camas de um lado e 2 do outro. Para uma viagem curta é uma opção OK, mas se tiverem de fazer muitas horas/dias (e na Índia, nunca se sabe. Uma viagem de 3 horas, fácilmente atrasa e passa a ser de 6h) procurem reservar antes (online ou na estação) lugares em Primeira Classe AC. 

Nota: se forem reservar bilhetes a uma estação, levem o passaporte e visto - é obrigatório para estrangeiros.

IMG-20190120-WA0005.jpg

 

Dicas Gerais

  • Negociar sempre o preço das viagens (tuktuk ou taxi) antes de entrar;
  • Nunca lavar os dentes com água da torneira (muito menos beber água da torneira…);
  • Em muitos alojamentos não há água quente, noutros só há a certa hora do dia. Convêm perguntar antes;
  • Usar sempre repelente para evitar picadas de mosquitos;
  • Não transportar sprays nem isqueiros na bagagem (mandam tudo fora no aeroporto...);
  • Levar roupas leves, claras e (em muitas regiões as mulheres devem usar roupas) compridas, que tapem ombros, decote e pernas.

IMG_20190113_163927.jpg

IMG_20190119_173146.jpg

IMG_20190119_171810.jpg

IMG-20190113-WA0011.jpgIMG-20190113-WA0008.jpg

 

IMG_20190116_100900.jpg

IMG-20190113-WA0012.jpg

 

Recomendo a experiência!

 

 

 

 

 

 

5 comentários

Comentar post